Arriscar é preciso, mesmo sem precisão alguma.
É necessario ouvir o compasso de si e não se deixar levar completamente pela música. Essas pequenas diferenças definem em que tom deve haver conversa com a vida, quais as notas num perfume e o que existe desde a sinfonia interna à sintonia exterior.
sábado, 7 de novembro de 2009
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
novelo, novela:.
Súbita e passageira. Era exatamente assim que definia a maneira de viver seus vícios. Vícios em acordar e não se sentir desperta, abrir os olhos e distorcer o vão sombrio entre os cílios e o céu.
Do lado de fora, impaciente, irritante, do lado de dentro, embaraçada.
Era assim, de codinome Lã, que sobrevivia as transições internas. Ela não sentia mais. Só queria sentir.
Sinto muito - disse ela em voz baixa, com o futuro apontado pra cabeça.
O futuro brilhava, reluzente, polido. Independentemente do que ela era agora, sabia que seu esforço involuntário a levaria ao posto desejado, ao porto seguro seguinte. Ficava entupida de idéias, idéias de cores que explodiam na sua nova cara, a carne expandida, os novos poros obstruídos sendo preenchidos por nuances sujos da poeira que lhe sobrara da velha cidade.
Lã era embaraçosamente sincera, quando queria. Era um nó saído da garganta, uma bola de pelos escarrada por um gato, o gato do destino, brincando com ela por todos os cantos, fazendo-lhe o maior bolo de fios. Fios de caminhos que poderia seguir.
Foi então que percebeu que por tudo que tinha a perder, arriscaria a qualquer custo.
Do lado de fora, impaciente, irritante, do lado de dentro, embaraçada.
Era assim, de codinome Lã, que sobrevivia as transições internas. Ela não sentia mais. Só queria sentir.
Sinto muito - disse ela em voz baixa, com o futuro apontado pra cabeça.
O futuro brilhava, reluzente, polido. Independentemente do que ela era agora, sabia que seu esforço involuntário a levaria ao posto desejado, ao porto seguro seguinte. Ficava entupida de idéias, idéias de cores que explodiam na sua nova cara, a carne expandida, os novos poros obstruídos sendo preenchidos por nuances sujos da poeira que lhe sobrara da velha cidade.
Lã era embaraçosamente sincera, quando queria. Era um nó saído da garganta, uma bola de pelos escarrada por um gato, o gato do destino, brincando com ela por todos os cantos, fazendo-lhe o maior bolo de fios. Fios de caminhos que poderia seguir.
Foi então que percebeu que por tudo que tinha a perder, arriscaria a qualquer custo.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Caligrafia:.
Um bocado de ansiedade ali, uma música nova aqui, a espera por todos os lados.
Logo logo chega dia 22. Enquanto isso, pelo www.ludov.com.br/aovivo, dá pra matar um pouquinho da saudade e ainda participar dessa promoção com final misterioso.. heh
Na segunda fase a proposta é fazer uma estrofe declarando seu amor pelo ludov através de citações das músicas disponibilizadas até então.. Well well, aí vai a minha singela homenagem:
Ao vê-los em cores,em perfume e som
As ruas que eu caminhava mudaram de direção
e passado um dia após o outro,
Deixei guardado um lugar no coração.
:)
Logo logo chega dia 22. Enquanto isso, pelo www.ludov.com.br/aovivo, dá pra matar um pouquinho da saudade e ainda participar dessa promoção com final misterioso.. heh
Na segunda fase a proposta é fazer uma estrofe declarando seu amor pelo ludov através de citações das músicas disponibilizadas até então.. Well well, aí vai a minha singela homenagem:
Ao vê-los em cores,em perfume e som
As ruas que eu caminhava mudaram de direção
e passado um dia após o outro,
Deixei guardado um lugar no coração.
:)
sexta-feira, 24 de julho de 2009
A ver navios:.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
[unknown]
Meio do ano é o tempo em que eu aproveito o recesso da rotina pra me organizar. Tudo bem, eu sempre estou empilhando alguma coisa, organizando alguma caixa, tirando e colocando coisas no lugar.
Esse tempinho distante me faz querer tudo e todos cada vez mais perto, pela falta que cada um me faz. Continuo com os olhos bem abertos à frente, mas no cantinho panorâmico é que se esconde o medo de perdê-los de vista, os amigos, os queridos, as pessoas com quem simpatizo. Eu não sei se qualquer hora esse apego afrouxa e eu me acostumo a esse trânsito caótico astral, social, louco assim. Já disseram que os excessos fazem mal mas, fazer o quê se meus maiores incômodos ficam nos pequenos excessos? E é nessa corda-bamba bonita em que me equilibro, finalmente, balanceando o que eu quero e o que eu devo, tentando parar com as cobranças que me faço de conseguir atingir todas as metas ao mesmo tempo, fazer mil planos e querer que aconteçam agora, sentir saudade e querer resolver em segundos, imediatismo irremediável.
Em uma semana estarei longe até o final do mês. Estarei longe daqui, pra estar perto de quem estou longe agora. Meus leõezinhos de saudade pra matar, mais de um por dia, inclusive. E é assim que seguimos olhando pra frente, amplamente embaralhados, milhões de nós entre nós mesmos.
Sinto saudades de vocês, pessoas, mas acho que deveria voltar pra Marte.
Esse tempinho distante me faz querer tudo e todos cada vez mais perto, pela falta que cada um me faz. Continuo com os olhos bem abertos à frente, mas no cantinho panorâmico é que se esconde o medo de perdê-los de vista, os amigos, os queridos, as pessoas com quem simpatizo. Eu não sei se qualquer hora esse apego afrouxa e eu me acostumo a esse trânsito caótico astral, social, louco assim. Já disseram que os excessos fazem mal mas, fazer o quê se meus maiores incômodos ficam nos pequenos excessos? E é nessa corda-bamba bonita em que me equilibro, finalmente, balanceando o que eu quero e o que eu devo, tentando parar com as cobranças que me faço de conseguir atingir todas as metas ao mesmo tempo, fazer mil planos e querer que aconteçam agora, sentir saudade e querer resolver em segundos, imediatismo irremediável.
Em uma semana estarei longe até o final do mês. Estarei longe daqui, pra estar perto de quem estou longe agora. Meus leõezinhos de saudade pra matar, mais de um por dia, inclusive. E é assim que seguimos olhando pra frente, amplamente embaralhados, milhões de nós entre nós mesmos.
Sinto saudades de vocês, pessoas, mas acho que deveria voltar pra Marte.
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Meias verdades:.
Minha inspiração chegou anteontem, enquanto eu te esquecia. Por te esquecer, me dei um bônus: fiz um pedido quando o horário no relógio coincidiu. Escrevi e carreguei a caneta usada nos bolsos através do dia, o papel envelheceu, amassado nos bolsos.
Já passava das três, o sol já havia saído da sala, tão rápido quanto a velocidade em que nossas imagens desapareciam do quadro de recados, de tudo o que eu pensei. Três da manhã, a sala vazia, os retalhos de uma pequena história amontoados no canto do tapete. O canto quadrado é a parte que prefiro pisar toda vez que entro ali. É o lugar de encaixe dos meus sapatos, quando não o travesseiro das anotações mais importantes que espalho ao arrumar.
Lembra de quando perguntei se aquele sentimento era comparável àquele quadrado e não obtive resposta? Quem cala realmente consente, hoje sei que seu ego era maior do que aquele quadrado. Maior do que nós, inclusive.
Em poucos segundos eu destruí a beleza de um par, reparando os entalhes deixados dentro do meu peito, que não se enquadrava mais em carregar nossa foto que você não quis tirar, com a realidade sépia do que ali restara.
Fiquei ali, ao todo, me expandindo no frio pelo piso da sala, com o coração colado com o cuspe que atirei nos restos de papéis. Vi seus passos saindo do meu pequeno território, se afastando do meu cubo, acorrentando o enorme egocentrismo por hora não machucar mais ninguém. Afinal, não era essa a sua real intenção quando disse que de nada valia toda aquela atenção doada. Sua intenção é visível, é fazer sua história carregando consigo as dores e o dissabor das marcas que provocou, depois pedir desculpas e continuar amarelando as folhas guardadas do roteiro.
Tirei a caneta e o papel dos bolsos, risquei o pedido de que você voltasse. Cortei junto com cartas e um trevo de quatro folhas que me enviou. Minha inspiração havia chegado, emplaquei numa tela, envernizei nossa época e chamei de época pra que a distância se transformasse em abismo.
E por fim descontei nossa história, empalideci.
Que bom você ter ligado e me acordado a essa altura da madrugada, esqueci de lhe agradecer pelo trevo de quatro folhas que ficou dentro do envelope.
Já passava das três, o sol já havia saído da sala, tão rápido quanto a velocidade em que nossas imagens desapareciam do quadro de recados, de tudo o que eu pensei. Três da manhã, a sala vazia, os retalhos de uma pequena história amontoados no canto do tapete. O canto quadrado é a parte que prefiro pisar toda vez que entro ali. É o lugar de encaixe dos meus sapatos, quando não o travesseiro das anotações mais importantes que espalho ao arrumar.
Lembra de quando perguntei se aquele sentimento era comparável àquele quadrado e não obtive resposta? Quem cala realmente consente, hoje sei que seu ego era maior do que aquele quadrado. Maior do que nós, inclusive.
Em poucos segundos eu destruí a beleza de um par, reparando os entalhes deixados dentro do meu peito, que não se enquadrava mais em carregar nossa foto que você não quis tirar, com a realidade sépia do que ali restara.
Fiquei ali, ao todo, me expandindo no frio pelo piso da sala, com o coração colado com o cuspe que atirei nos restos de papéis. Vi seus passos saindo do meu pequeno território, se afastando do meu cubo, acorrentando o enorme egocentrismo por hora não machucar mais ninguém. Afinal, não era essa a sua real intenção quando disse que de nada valia toda aquela atenção doada. Sua intenção é visível, é fazer sua história carregando consigo as dores e o dissabor das marcas que provocou, depois pedir desculpas e continuar amarelando as folhas guardadas do roteiro.
Tirei a caneta e o papel dos bolsos, risquei o pedido de que você voltasse. Cortei junto com cartas e um trevo de quatro folhas que me enviou. Minha inspiração havia chegado, emplaquei numa tela, envernizei nossa época e chamei de época pra que a distância se transformasse em abismo.
E por fim descontei nossa história, empalideci.
Que bom você ter ligado e me acordado a essa altura da madrugada, esqueci de lhe agradecer pelo trevo de quatro folhas que ficou dentro do envelope.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
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